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25
abr
13

Andrea Neves: artistas do Voz do Morro recebem CDs e DVDs

Andrea Neves: presidente do Servas anunciou que a etapa de shows deverá ocorrer ainda no primeiro semestre.

Andrea Neves: Vozes do Morro

Fonte: Servas

Show do Vozes do Morro será ainda no primeiro semestre

Andrea Neves e os participantes do Vozes do Morro

Andrea Neves e os participantes do Vozes do Morro

presidente do ServasAndrea Neves da Cunha, recebeu, os 13 artistas solo/bandas selecionados do Programa Vozes do Morro 2011/2012 para a entrega dos CDs e DVDs de sua produção musical.

Na ocasião, a presidente do Servas anunciou a realização do show de encerramento dessa etapa do Vozes do Morro, ainda no primeiro semestre, quando cada selecionado deverá apresentar novas produções.

Os selecionados, moradores de vilas, favelas e aglomerados dos 34 municípios da Grande BH, tiveram sua música divulgada, por meio de clipes e spots, o que, segundo avaliação dos músicos, impulsionou suas carreiras, com agenda de shows, apresentações, inclusive no exterior, como relatou, nesse encontro, sambista Fabinho do Terreiro. Já a dupla sertaneja, Vanderli & Wardel relatou o sucesso trazido pelo Vozes do Morro, com apresentações em todos os estados brasileiros.

Uma iniciativa do Servas, Governo de Minas e Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Minas Gerais/SertMG, o Vozes do Morro seleciona – por  meio de um júri integrado por músicos, críticos e especialistas do universo cultural e musical de Minas – e divulga  criações musicais inéditas e todos os gêneros.

Reconhecimento público

Dimas, integrante do Grupo Aliados do Senhor, banda de rap/gospel; de Betim, avalia que ”para o grupo, o Vozes do Morro foi um marco, em relação ao que era o grupo antes . Foi um plus, e nós só temos a agradecer”, disse, durante encontro no Servas, quando recebeu as cópias de sua produção musical em CD e DVD.

“O Vozes do Morro, é uma ótima oportunidade de mostrar o nosso trabalho, fiquei muito feliz em ter participado, pois produzi o meu primeiro vídeo clip, ajudando assim na interiorização do meu trabalho”, disse Evandro Emeci, artista solo, do gênero hip hop, do Alto Vera Cruz, em BH.

Fabinho do Terreiro, sambista do Bairro Esplanada, em BH, garante estar “ muito feliz com o Programa pois, por meio dele, pude divulgar o meu trabalho, e estou viajando por várias cidades do Brasil, tendo o meu clipe divulgado também fora do país.’’

Lucio Monteiro artista que se dedica ao infantil, oriundo da Vila Cristina, em Betim registra que, com sua “participação no Vozes do Morro, muitas portas foram abertas, recebendo convites para inúmeras apresentações”.

“Só tenho a agradecer ao Servas por este projeto, que me abriu tantas portas, disse Marcello Matos, artista solo, do gênero sertanejo, de Ribeirão das Neves, ao receber os CDs e DVDs para divulgação de seu trabalho.

Rannah, banda de pop/rock; do Bairro Bom Jesus, em BH, tem 5 componentes e Pedro falou em nome do grupo: “antes do Vozes do Morro, trabalhávamos de forma independente, mais nada perto da grandiosidade que foi depois que conseguimos nos classificar no programa, dando outra dimensão do nosso trabalho, tendo a possibilidade de fazer um clip, o que, com certeza engrandeceu o nosso trabalho.’’

“O Vozes do Morro foi um dos maiores incentivos à cultura aqui em Minas Gerais, um verdadeiro impulso para as pessoas que não tinham condições de mostrar o seu talento. A meu ver, o projeto é uma perfeição”, , sendo ao meu ver, uma perfeição de Projeto”, disse Ralfe Rodrigues, do bairro Bandeirantes, em Sabará, artista solo de MPB.

Suelen, integrante do Matição Tambor de Matição, banda de MPB/regional de Jaboticatubas que tem 8 componentes”. O Programa Vozes do Morro nos deu muita visibilidade. Nunca tínhamos imaginado gravar um clipe, e ser assistido por tanta gente, gerando assim um reconhecimento do nosso trabalho”, disse ela, em nome do grupo.

O Raça DMCS, banda de rap, de Betim, tem 3 componentes eTula, falou em nome do grupo: “O Vozes do Morro abriu até mesmo que, muitas vezes, foram fechadas para nós. Tem sido uma grande experiência que nos deu uma visão mais ampla e profissional. O grupo ganhou mais espaço e temos o nosso trabalho reconhecido.’’

Para Vanderli e Wardel, dupla sertaneja, do Aarão Reis, em BH, “o projeto representa a divulgação do seu trabalho e o reconhecimento, sempre positivo, do público”.

Em 2011/2012 também foram selecionados pelo Vozes do Morro e estão atuando: Douglas e Leon, dupla sertaneja da Vila Pinho, Barreiro, em BH;  Nascidos do Samba, banda de samba/pagode, do Beco Cristal/Santa Teresa, em BH e, com 3 integrantes, a banda Sem Meia Verdade, gênero rap/hip hop, do São Gabriel, em BH.

Veja também: https://www.facebook.com/ServasMG?ref=tn_tnmn

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22
abr
13

Vozes do Morro: Andrea Neves entregará100 cópias dos CDs e DVDs º

Vozes do Morro: 2 Andrea Neves, programa tem “cunho social muito importante ao romper barreiras sociais e criar vínculos entre as pessoas e as comunidades.’’

Fonte: Servas

Músicos do Vozes do Morro, recebem cópias de CDs e DVDs de sua produção musical

Músicos e bandas selecionados pelo programa Vozes do Morro 2011/2012 receberam, na sede do Servas, as 100 cópias dos CDs e DVDs de sua produção musical.

Durante o ano, os selecionados tiveram sua música divulgada, por meio de clipes e spots, em espaços cedidos gratuitamente pelas principais emissoras de rádio e televisão do Estado, por meio de parceria com o Sindicato das empresas de rádio e televisão de Minas Gerais/SertMG, o que significou tornar esse trabalho conhecido e divulgado e reconhecido em todo o

O Vozes do Morro é um programa do Servas, Governo de Minas, e SertMG, que abre oportunidade para a divulgação de criações musicais inéditas e todos os gêneros, selecionados por um júri integrado por conceituados músicos, críticos e especialistas do universo cultural e musical de Minas.

‘’ O Vozes do morro tem um cunho social muito importante que vai além de divulgar a diversidade de linguagens musicais, ao romper barreiras sociais e criar vínculos entre as pessoas e as comunidades’’ avalia a presidente do Servas Andrea Neves.

Em 2011/2012 foram selecionados 13 músicos/grupos: ADS – Aliados do Senhor, banda de rap/gospel; de Betim; Douglas e Leon, dupla sertaneja da Vila Pinho, Barreiro, em BH;  Evandro Emeci, artista solo; gênero hip hop, do Alto Vera Cruz, em BH;  Fabinho do Terreiro , artista solo; gênero samba; dom Esplanada, em BH; Lúcio Monteiro, artista solo; gênero musical infantil, da Vila Cristina, em Betim; Marcello Matos, artista solo; gênero sertanejo, de Ribeirão das Neves; Nascidos do Samba, banda de samba/pagode, do Beco Cristal/Santa Teresa, em BH; Raça DMCS, banda de rap, de Betim, com 3 componentes;  Ralfe Rodrigues,  artista solo; gênero MPB; do bairro Bandeirantes, Sabará; Rannah, banda de pop/rock; do Bom Jesus, em BH; tem 5 componentes; Sem Meia Verdade, gênero rap/hip hop, do São Gabriel, em BH; banda com 3 integrantes; Tambor de Matição, banda de MPB/regional; de Jaboticatubas, com 8 componentes: Vanderli & Wardel, dupla sertaneja, do Aarão Reis, em BH.

Veja também: www.facebook.com/ServasMG

26
mar
13

Andrea Neves prepara ações da Campanha Rompendo o Silêncio

Andrea Neves: presidente do Servas comentou que proposta é sensibilizar as pessoas e desenvolver ações efetivas para a proteção dos idosos.

Andrea Neves: Campanha dos Idosos

Fonte: Servas

Definido o foco da campanha de proteção aos idosos de 2013

A presidente do Servas, Andrea Neves, e representantes do legislativo participaram, na manhã desta terça-feira (26), na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), na Cidade Administrativa, da primeira reunião para definir o foco e os detalhes das ações da Campanha Rompendo o Silêncio. Iniciativa permanente do Governo de Minas, a campanha é reforçada todos os anos em 15 de junho, Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa.

A presidente do Servas, Andrea Neves, e o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Cássio Soares, apresentaram sugestões durante o encontro. A proposta é sensibilizar as pessoas e desenvolver ações efetivas para a proteção dos idosos.

“As pessoas vão envelhecendo e se tornando invisíveis para os próprios filhos e netos. Vai havendo uma ruptura dos laços familiares”, disse Andrea Neves, que também ressaltou que as ações com foco nas pessoas idosas serão prioridade em 2013. Para ela, o fato da nossa sociedade não respeitar a pessoa idosa começa, muitas vezes, dentro dos próprios lares.

Cássio Soares lembrou a importância de envolver as 19 regionais da Sedese nas ações deste ano. “Nos dias 9 e 11 de abril haverá uma reunião com os diretores regionais da Sedese e vamos colocar o tema da campanha em pauta”, afirmou.

Denúncias

Os crimes contra as pessoas idosas estão em segundo lugar entre os mais denunciados por meio Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19). Em 2012, foram 1.192 relatos, o que equivale a uma média de 99,3 denúncias por mês. Maus-tratos familiares (761), abandono (176) e lesão financeira (119) corresponderam a 88,5% dos casos recebidos.

Já neste ano, nos meses de janeiro e fevereiro, o serviço registou 266 denúncias, das quais 170 ligações foram de maus tratos-familiares. Só os crimes contra crianças e adolescentes superam o número de denúncias sobre violações dos direitos das pessoas idosas.

Reuniões

Outros encontros, sob responsabilidade da Coordenadoria Especial de Políticas para o Idoso, da Sedese, serão agendados nos próximos meses, para definir as propostas apresentadas inicialmente.

Participaram da reunião representantes da Polícia Militar, Assembleia Legislativa,Ministério PúblicoDefensoria Pública, Coordenadoria Municipal do Idoso da Prefeitura de Belo Horizonte, entre outras entidades.

09
mar
13

Servas estimula uso de energia inteligente em Minas

Andrea Neves disse que projeto atua em favor do meio ambiente, 508 entidades serão beneficiadas com a instalação de aquecedores solares.

Gestão eficiente: energia inteligente

Energia Inteligente atende a mais de 200 instituições em Minas

Servas

Servas

Desde 2009, o Servas em parceria com a Cemig, realiza o projeto Energia Inteligente, que tem como objetivo gerar mais conforto a pessoas atendidas por Instituições de Longa Permanência Para Idosos (ILPI). A ação consiste na substituição, feita pela concessionária de energia, de chuveiros elétricos por sistemas de aquecimento solar de água.

Desde o início do projeto já foram beneficiadas 216 instituições em 182 municípios. A instalação dos aquecedores solares está prevista para ser realizada em 508 entidades, com investimento total de R$ 29 milhões.

A economia gerada por meio da utilização do sistema de aquecimento solar proporciona investimentos em infraestrutura, alimentação e outras atividades que melhorem a qualidade de vida dos idosos que vivem nessas instituições.

“Essa é uma iniciativa que visa apoiar as nossas entidades sociais, ajudando a construir um ambiente com mais conforto e segurança, além de propiciar economia no consumo de energia,  o que termina por também contribuir com a preservação do meio ambiente”, disse a presidente do Servas, Andrea Neves, no lançamento do programa.

Para Maria Cleuza Justino de Campos, presidente da Casa de Repouso Ana Souza e Silva, que fica em Santa Luzia, “os equipamentos de aquecimento solar ajudaram e muito na rotina da Casa, hoje os idosos podem tomar um banho quente com mais conforto e economia para a instituição”, destaca Cleuza.

O Lar dos Idosos Santa Terezinha, em São José da Lapa, é uma das instituições beneficiadas. Segundo o coordenador, Lauro Souza Marques, “com o aquecimento solar melhorou o conforto, e não existem problemas, antes freqüentes, como a queima de chuveiros e o gasto excessivo com energia elétrica”, ressaltou o coordenador. Ele explicou que, “irá gerar uma economia de cerca de 40% com energia que será revertida em benfeitorias para o Lar, como uma nova pintura”.

Para participar do projeto as instituições devem estar localizadas na área de abrangência da Cemig e serem cadastradas no Servas. O Cadastro pode ser feitoon line pelo link http://www.servas.org.br/termo-adesao-eficiencia-energetica/termo-adesao-eficiencia-energetica.aspx.

06
mar
13

Andrea Neves e Xuxa, vídeo mostra visita a BH

Andrea Neves e Xuxa – vídeo mostra visita a Belo Horizonte para conhecer programas sociais iniciados no Governo Antonio Anastasia.

Andrea Neves: Plug Minas

Xuxa conhece programas sociais em Belo Horizonte

Fonte: Canal vidasenna –

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23
abr
12

As várias Andreas na Revista Season

As várias Andreas

Fonte: Revista Season, abril de 2012

Como transformar memória em travesseiro suave, em agulha fina e precisa? Como refazer caminhos, observar um tijolo e outro e mais outro, olhar a construção, parar, pensar, expor detalhes da obra que poucos tiveram acesso ao longo dos anos? Que detalhes são esses, tão à mostra? Perguntas a serem feitas por quem entra no blog de Andrea Neves, lançado no início deste ano de 2012. Para quem só escuta falar de Andrea Neves, mas nunca teve oportunidade de conhecê-la um pouco mais de perto, o blog é uma surpresa agradável. Tempestade e suavidade rimam com essa mulher, que se define como tímida e fechada e é, ao mesmo tempo, tão mitificada. Aqui, a jornalista e presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), irmã de Aécio e neta de Tancredo, mostra que não há uma só, mas várias Andreas. Todas muito intensas e todas muito diferentes entre si, como ela mesma diz: “Em cada época da vida, a gente pode ser uma e pode ser várias em uma vida só.”

Muitas pessoas que não te conhecem pessoalmente costumam ter uma ideia formada de que você teria um perfil frio e calculista ou mesmo da Andrea que tem o poder. Essa Andrea é real? Como você lida com isso?

Eu, por temperamento, sempre fui uma pessoa muito fechada. Como sou mais tímida, acho que tem gente que confunde um pouco esse distanciamento. O fato de eu não frequentar muito os lugares, geralmente é interpretado de forma diferente do que realmente é a motivação de eu ser assim. Aqui no Servas, depois de anos, recebi dois comentários muito engraçados. A primeira pessoa disse o seguinte: “Nossa! Você é tão normal!” (risos). E outra me disse assim: “Eu queria te falar uma coisa: você é tão simplesinha” (mais risos). Cria-se um mito em torno da gente, da mulher que tem espaço, que decide. Às vezes eu leio uma reportagem dizendo “Andrea que tem o poder” e isso é tão distante da minha realidade pessoal. E eu acho, muitas vezes, que as pessoas tem essa imagem talvez por uma falha minha mesmo. De não ter tido o cuidado de me apresentar mais, de conviver mais com um número maior de pessoas.

E você já imaginou que o seu blog estaria cumprindo essa lacuna de alguma forma?

Não foi nisso que eu pensei inicialmente, mas vou ficar feliz se isso acontecer, se estiver acontecendo. Se alguém tiver curiosidade sobre o meu trabalho, sobre me ver como eu sou, vai ser mais uma razão para eu ficar contente com o blog.

E quando foi que você resolveu que estava na hora de ter um blog para chamar de seu?

Eu sempre escutei, durante anos, as pessoas falando, “você tem que fazer um blog”. Mas quando elas falavam isso, geralmente imaginavam que eu deveria fazer ou um blog sobre política, ou um blog sobre o terceiro setor, sobre trabalho social, sobre o Servas. Então, quando eu resolvi fazer, expliquei para os amigos que não seria nem sobre política, nem pra ficar me remetendo exclusivamente ao Servas, sobre os projetos do Servas. E aí ninguém entendeu nada. Ficou aquela perplexidade… “então, sobre o que você vai falar?”.

Bom, agora, qualquer pessoa, quando entra no seu blog, tem a chance de conhecer um lado seu, que se ela não for do seu convívio, jamais teria essa chance.

Também não pensei nisso. O que comecei a sentir é que faltava um espaço que pudesse ser o meu espaço de organização interna, de afetos, de memórias, de experiências, de reencontrar com pessoas que não tenho mais contato. Acaba que, com o meu trabalho, fico refém de conviver com pessoas que dividem comigo o mesmo espaço profissional. Eu acho que o mundo, especialmente pra gente que é mulher, ganhou uma velocidade tão grande, a gente responde a tantas demandas o dia inteiro, tem que olhar o café que acabou em casa, a escola da filha, o trabalho… A gente passa o tempo todo quase que reagindo à demanda dos outros.

Seu blog funciona então como um diário dos tempos modernos?

Acho que é isso mesmo. Eu sou uma pessoa que chegou atrasada na rede. Eu, até poucos anos atrás, não tinha nem e-mail. Mas hoje eu percebo essa dimensão que as pessoas me afalavam antes e que eu não conseguia entender. É um espaço de encontro e de reencontro. Hoje você tem na Internet um lado maravilhoso, um espaço que te permite encontrar, reencontrar e experimentar. E também tem um lado ruim, infelizmente, da irresponsabilidade, das informações imprecisas, das mentiras que se vestem de informação e que contaminam a rede. Então, esse lado bacana tem sido muito interessante pra mim. Muito bom mesmo.

O blog mostra a essência da Andrea, mas não mostra a intimidade? É mais ou menos isso?

É isso mesmo.

O que você jamais publicaria no seu blog?

Não é minha intenção falar de política. Isso eu quero evitar. Também não quero falar de coisas muito pessoais, para preservar a privacidade das outras pessoas.

Você se inspirou em algum blog pra fazer o seu?

Não, eu conheço pouquíssimos blogs pra te falar a verdade.

E o que é o mais importante pra você, quando você pensa no que vai postar?

Eu acho que escrevo mais pra mim do que para os outros. Eu acho que desde a hora que eu escolho sobre o que vou falar ou comentar, eu estou mais me reencontrando comigo mesma, pra depois ao mesmo tempo, me encontrar com as outras pessoas. Então, eu não tenho um tema definido. Eu paro pra escrever geralmente lá pra uma hora da manhã. Só de madrugada consigo parar para escrever algum post. E o que tem me movido é que sinto que, de alguma forma, eu estou tecendo as minhas memórias de afeto, de lembranças, de experiências. É quase uma terapia. Eu lembro que quando era mais jovem, eu gostava muito de escrever, de fazer poemas. O blog pra mim também virou aquele lugar de encontro com pessoas que antes eu encontrava na mesa de um bar e, como hoje em dia eu já não saio muito, já não tenho mais tempo, eu estou reencontrando ali. E é muito interessante, porque recebo vários comentários de pessoas que não vejo há muito tempo.

E como você filtra esses comentários para publicá-los?

Os comentários que são mais pessoais, eu não publico. Mas tenho reencontrado tanta gente que eu nem me lembrava mais. É bacana. É um prêmio, um presente.

Como chega para você a reação das pessoas em relação a seus posts e como eles influenciam na sua vida?

Num dos posts que eu fiz no blog, eu contei minha experiência em Cuba e isso surpreendeu muita gente, por que não combina com a Andrea que as pessoas tem na cabeça… Tem uma pessoa que me é muito especial que diz o seguinte: a vida é longa, mas passa rápido. Quer dizer, a gente tem chance ao longo de uma mesma vida, de ser pessoas diferentes. Em cada época da vida, a gente pode ser uma e pode ser várias em uma vida só. Então eu estava me lembrando das minhas várias Andreas. Aí eu me lembrei de uma Andrea que na época do movimento hippie atravessou os Estados Unidos com uma mochila e um saco de dormir, de uma outra, que foi para a Nicarágua ver a revolução sandinista, de outra ainda, que se dedicou à literatura. Eu tive várias Andreas na minha vida. Todas muito intensas e todas muito diferentes entre si. E eu sou filha de todas elas. Tem uma frase que gosto muito que diz que nós somos filhos da criança que fomos um dia. Eu hoje olho pra trás e enxergo todas essas Andreas com muita ternura, com todos os sonhos que já tive e me sinto filha de todas, e isso é o que me faz ser o que sou hoje.

Por falar em filhos, como é a sua rotina? Como você faz para conciliar educação de filho, casa, trabalho, viagens…

Eu acho que a gente não concilia. Eu não encontrei esse equilíbrio. Faço parte do clube das mães culpadas. Mas não conheço ninguém da minha geração, que trabalha mesmo, pra valer, que tem filhos, que consegue isso. Eu brinco que são quatro jornadas de trabalho, tem os filhos, o trabalho profissional, quem tem companheiro tem uma relação que tem que ter tempo e temos uma casa que tem que manter sua rotina, tem que funcionar. Então, são quatro demandas todos os dias e muito diferentes. Essa coisa de você olhar pra trás, ver o ano que passou e dizer que tudo foi bacana, não dá. Alguma coisa sempre fica em falta. Eu não conheço ninguém que ache que está tudo muito bem resolvido, uma mulher que tira tudo de letra e está tudo equilibrado.

Andrea, são muitos anos frente ao Servas. Até agora, o que fica para você como grande legado e aprendizado desse trabalho?

De aprendizado, talvez, fica a visão de como somos capazes de transformar. E transformar não é uma coisa que se meça em números, ou por estatísticas. Se somos capazes de transformar e tocar a vida de uma pessoa que seja, de uma família que seja, isso por si só justifica tudo. Aqui no Servas, pra mim, o legado e o aprendizado são a mesma coisa. E significa ter a convicção de que há sempre um gesto ao alcance de qualquer pessoa. Sempre há um gesto de solidariedade que podemos fazer, por menor que ele possa parecer, em qualquer lugar onde estivermos. Minha avó tinha uma frase, que acho que é de Santo Agostinho que fala “faça o que você puder, onde você estiver, com o que você tiver”. Então se o que a gente tem em mãos é a capacidade de articulação, de sensibilizar, de encontrar pessoas dispostas em torno de causas dos outros e não de nós mesmos, essa é a matéria-prima.

Você fala em transformação. Como é possível transformar a vida das pessoas?

Eu cada vez me convenço mais de que a gente transforma a sociedade por meio da solidariedade, por meio do amor. Alguém pode falar, “ah, mas que coisa piegas, que ridículo”. Mas se não nos importamos de verdade com o outro… esquece. Nós vamos continuar reproduzindo sociedades iguais à que temos hoje. Só se formos realmente capazes de incorporar o outro na vida da gente é que vamos conseguir começar a mudar as coisas. E todos os nossos programas, que criamos aqui no Servas, nascem dessa mesma matéria-prima que é a solidariedade. Ou seja, é o desejo de buscar capacidades de construir parcerias, de encontrar outras pessoas que tenham o mesmo tipo de sentimento, de incômodo com o mundo da forma como está estruturado hoje. São pessoas que se somam para poder mudar. O que queremos é uma gama de parceiros de várias áreas reunidos em torno de vários programas aqui do Servas, cada um contribuindo da melhor forma.

Há entre as injustiças sociais alguma que te toque com mais intensidade?

Uma coisa que me agride muito é a questão do idoso, a situação de abandono com que as pessoas idosas vivem na nossa sociedade. E eu não estou falando de abandono de idoso de classes sociais menos favorecidas. Pelo contrário. Geralmente, nas famílias mais pobres, a solidariedade é maior que a que existe nas famílias de classe média. Nós temos formas de segregar o idoso que é de muita crueldade. Quantos de nós combina de ir almoçar no domingo com o pai ou com os avós e, na última hora, liga dando uma desculpa, dizendo que não vai dar, seja porque está no clube com os amigos ou o que for, e promete que no domingo que vem será diferente? A gente começa a tirar essas pessoas do dia a dia da gente, como se isso fosse uma coisa absolutamente natural. Ninguém faz isso de má-fé, mas isso faz parte de um comportamento muito comum: isolamos essas pessoas e as condenamos.

Seria correto dizer que essa causa é a menina dos seus olhos no Servas?

Sim, porque com relação à questão da infância e da adolescência no Brasil, que também são situações dramáticas, você tem diversas entidades que, de alguma forma, colaboram no enfrentamento desses problemas. E o mais doloroso é que a criança, mal ou bem, tem uma certa perspectiva de futuro, você sempre acha que o tempo pode agir, que algo pode acontecer para ajudar. Com uma pessoa idosa, você não olha mais pra frente, você tem que olhar pra trás. Tudo isso me impressiona muito. Desde a quantidade de pessoas que vivem em asilos, que hoje em dia se chamam instituições de longa permanência para idosos e que são pessoas completamente abandonadas que ficam anos e anos sem receber uma visita, às pessoas de classe média, que não enviam para asilos, mas também segregam, deixando o idoso de lado.

Andrea, para finalizar a nossa conversa, não estaria na hora de Minas ter…

(interrompendo) Não… (risos)

Continuando: de Minas ter uma mulher à frente do governo mineiro?

Nem sei, de repente até está. Eu acho que a hora é de continuarmos tendo pessoas sérias à frente do governo de Minas. Mas do meu ponto de vista pessoal, eu não sou candidata, não. Eu nunca tive vontade, embora já tenha tido oportunidade de ser (candidata) em outros momentos. Mas não tenho a mínima vontade. Eu volto ao que eu te disse no começo, sou muito tímida. Eu acho que cada um tem um temperamento. Essa candidatura… algumas pessoas tem um talento, uma vontade. Eu, que sou mais tímida, que sou mais fechada, que não gosto da exposição e que pelo fato de ser tão fechada não ter criado condições das pessoas me conhecerem mais… Ou seja, eu não vou ser candidata nunca! Como não fui no passado. Nossa mãe! Nananinanão.

Link: http://www.revistaseason.blogspot.com.br/2012/04/as-varias-andreas.html

Conheça o Blog Oficial de Andrea Neves – Clique Aqui

17
fev
12

Andrea Neves entrega Centro de Educação Infantil em Taiobeiras

Presidente Andrea Neves inaugura Centro Solidário de Educação Infantil em Taiobeiras

Fonte: Servas
O Servas entregou nesta sexta-feira, dia 10 de fevereiro, mais um Centro Solidário de Educação Infantil, em Taiobeiras, a 18ª unidade construída e implementada pelo Servas em parceria com o Governo de Minas, com recursos próprios e captados no âmbito do Fundo para Infância e Adolescência – FIA Estadual, para atender crianças até seis anos.
Essa ação do Servas, lançada em 2006 pelo ex-governador Aécio Neves, em continuidade no governo Antonio Anastasia, oferece apoio aos municípios por meio de infraestrutura de qualidade para o atendimento de qualidade às crianças da região.  “As unidades são projetadas para motivar e criar oportunidades para o desenvolvimento integral das crianças em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, respeitando suas necessidades e interesses”, ressalta a presidente do Servas, Andrea Neves. Ela destaca ainda que “somente as parcerias possibilitam essas ação, parcerias essas que vão muito além de convênio assinado, que contribuem efetivamente para a educação das nossas crianças”. 

São parceiros do Servas, na construção da unidade de Taiobeiras, o BDMG, Copasa, Banco Itaú e Vale, em área de 1.750 m². Tem capacidade para atender 120 crianças em horário integral, em área coberta de cerca de 700m. Na inauguração, o Centro Solidário é entregue pelo Servas à administração do poder público municipal, também responsável pela cessão do terreno, infraestrutura e recursos humanos. 

Entregue ao município para uso imediato, inclusive com todos os ambientes equipados e crianças uniformizadas – camiseta, calça, bermuda, agasalho e mochila, o Centro Solidário tem projeto arquitetônico que atende as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente e a legislação vigente. São dois berçários, quatro salas de atividades por faixa etária, sala multimeios, refeitório e área externa de lazer, cozinha e espaços para administração. Todas as instalações são equipadas com mobiliário, brinquedos, livros, jogos, utensílios, computadores e equipamentos eletroeletrônicos e parque infantil na área externa. 

Além de Taiobeiras, o Servas já entregou outros 17 Centros Solidários a famílias de Além Paraíba, Araçuaí, Bocaiúva, Campos Gerais, Caratinga, Conselheiro Pena, Felixlândia, Governador Valadares, Ibirité, Itamarandiba, Jequitinhonha, Pedro Leopoldo, Porteirinha, Ribeirão das Neves, Salinas, São João del-Rei e Teófilo Otoni. 

Clique aqui, e veja o vídeo na TV Servas: Andrea Neves inaugura Centro Solidário em Taiobeiras



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